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o dia me cansa
a noite me nina
mansa
Escrito por ninguém às 15h23
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deixa estar
amanhã é outro dia
e vai ter sol cheio
e lua
Escrito por ninguém às 15h23
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não deixar o desejo do inócuo
inocular lentamente a morte
Escrito por ninguém às 15h21
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sintetizando o unicenp
não as suculentas bundas
raras me viram
não os modernosos laboratórios
não a olímpica piscina
que não me teve
não os computadores de penúltima geração
não a assepsia a lembrar hospitais
sim os pássaros em formação
bebendo o pôr do sol
as cores pintadas com esmero
e essa lua pelo meio
no cimo do céu
Escrito por ninguém às 15h16
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o dia suspira
há um futuro de água
cada fóton vê isso
Escrito por ninguém às 15h00
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mais mágica
que o instante
nada
Escrito por ninguém às 15h00
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o amor me deixa
de boca aberta
respiro
Escrito por ninguém às 14h59
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vírgula é verso
silêncio é rima
Escrito por ninguém às 14h56
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alinear nossa historinha numa linha
Escrito por ninguém às 14h55
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surjo do nada
todo sujo de sonhos
deixo perplexa a princesa
que chuta o sheik e me chama
escute, baby, me esqueça
antes que a gente se encante
e decante esta noite
até ficar decadente
Escrito por ninguém às 14h54
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o tempo é psicológico
psicóticrônicaótico
e fictício
extático instante
e só isso
Escrito por ninguém às 22h03
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vai-te, musa!
já que te canso
enquanto me usas
Escrito por ninguém às 22h01
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volta, musa!
que sei-o
longe da tua blusa?
Escrito por ninguém às 22h00
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Adeus, Digo
Bar lotado. Pegando a ficha de consumação:
"O Digo tá aí?"
"Ali, ó."
Um olhar rápido girando o corpo.
A semi-automática dispara duas vezes sem erro.
Silêncio crescente, cheiro de medo.
Sai de costas, calmo.
Enfim conhecera o tal Digo e começava a chover.
Escrito por ninguém às 22h00
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fiz nada
infinitas vezes
faço ainda
Escrito por ninguém às 21h56
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faz tempo
muito
tanto
que nem lembro
o quê
Escrito por ninguém às 21h56
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três por quatro
não te troco
por nenhuma foto
Escrito por ninguém às 21h55
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quando penso
alguma pérola
já era
Escrito por ninguém às 21h54
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