cidade sorriso
puta eslava perdida entre pinheirais
e cemitérios índios
madrasta astuta que não deixa marcas
das infinitas maldades
falsa amiga, insaciável consumidora dos meus sorrisos
gentil carrasca, a abrir polidamente o cadafalso
com doce nos olhos
professora megera a me punir os mais puros acertos
domadora incansável da minha revolta
escravizadora da minha vontade
argamassa inquebrável a me forjar raízes
Escrito por ninguém às 19h13
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