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todo dia é santo
um depois do outro
tanto
Escrito por ninguém às 16h04
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amanheci
um poema sobre o travesseiro
entardeci
um enorme rascunho de mim
anoiteci
uma folha em branco
Escrito por ninguém às 15h59
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um alô pra marcelinho
onde foi parar o futuro?
que não nem nunca jamais chega
palavras fazem poemas
que fazem mofar nas gavetas
palavras palavras
substrato no nosso ofício
mas os ofídios odiosos se contorcem
ao distorcê-las
tenho sono como o frio de um cão vadio
tenho muito sono
se tem sol ou chove
meu coração continua masmorra
mas morram todos os meus sustos
se minha coragem não tem peito pra isto
avante que o dia não pensa
Escrito por ninguém às 15h43
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agora
se me pedirem pérolas
jóias
estrelas
direi
que ontem
era o momento
ou amanhã
daqui a pouco talvez
ou nunca
mais provável
Escrito por ninguém às 14h03
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as bailarinas
abana degas
Escrito por ninguém às 13h54
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degraus
em graus
céu, cios
Escrito por ninguém às 13h53
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a puta astuta
o estúpido cuspido
intuita
Escrito por ninguém às 13h51
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a saudade
a velhice
a morte
o presente
a burrice
a vida
Escrito por ninguém às 13h10
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o gosto pelas coisas simples
o gosto das coisas simples
as coisas simples
sem complicações
Escrito por ninguém às 13h03
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DOIS CONTOS DE BAR
É foda
Lá havia de tudo. Até mulher bonita e só.
Cumpri tabela, não comprei briga. Fui quase agradável.
Na porta, sonhando outras coisas, não é que me riem nas costas?
Quebrei tudo.
Viagem no tempo
Ela entrou. Parando o bar e o meu coração.
Foi difícil manter a pose, mas fiz.
Beijou meio mundo, ignorou o resto e me viu.
Sua máscara de superstar trincou levemente.
Só eu vi.
Escrito por ninguém às 13h01
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